Um cidadão de origem libanesa, que se apresenta como tendo nacionalidade congolesa, é suspeito de ter recorrido a documentos alegadamente irregulares para obter a nacionalidade angolana.
No dia 12 de Março de 2026, Jaafar Issa, portador da Autorização de Residência n.º 0078505T03, emitida pelo Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) em Novembro de 2024, recorreu ao governador de Luanda, Luís Manuel da Fonseca Nunes, para que testemunhasse a seu favor. O responsável emitiu uma declaração na qual considera o cidadão um «exemplo de integração social e cívica em Angola», atestando as suas garantias morais e cívicas enquanto residente na Maianga.
O documento oficial assinado por Luís Nunes destaca que o cidadão «oferece garantias morais e cívicas para a sua integração na sociedade angolana», conforme previsto na Lei n.º 2/16, de 15 de Abril. O reconhecimento surge após a emissão do Atestado de Residência n.º 114349284/2025 pela Administração Municipal da Maianga, documento que, segundo as informações disponíveis, reforça a sua estabilidade e o seu envolvimento comunitário.
O cidadão Jaafar Issa nasceu na localidade de Houmin el Tahta, no Líbano, a 5 de Novembro de 1987. Contudo, no passaporte congolês n.º 0A0237111, que alegadamente terá adquirido na República do Congo, o cidadão é apresentado como tendo nascido em Brazzaville.
Um documento do Ministério do Interior do Líbano, datado de 1 de Outubro, reitera que Jaafar Issa, filho de Mohamad e de Kamar Ballout, nasceu em Houmin el Tahta, no distrito de Nabatieh, sul do Líbano, contrariando a informação constante do passaporte congolês.
Ainda segundo informações recolhidas no âmbito da investigação, Jaafar Issa já teria sido denunciado às autoridades angolanas por alegadamente permanecer no país com um passaporte congolês obtido por vias duvidosas. O caso terá sido abafado após o pagamento de cerca de 13 milhões de kwanzas a uma alegada rede no SME, supostamente chefiada por uma funcionária identificada como Maria Barbosa, cujo número de telefone é indicado como 923 526 096. Os valores teriam sido entregues em numerário a um indivíduo identificado como «Frank».
CRÉDITO- CLUB K










