Segundo o relatório do Índice Global de Pobreza Multidimensional de 2026, cerca de 18,7 milhões de angolanos vivem em situação de pobreza multidimensional. Angola ocupa a terceira posição entre os países lusófonos avaliados pela ONU, ficando atrás de Moçambique e da Guiné-Bissau.
O país ocupa também o sétimo lugar entre os países da África Subsariana com o maior número de pessoas afectadas pela pobreza multidimensional extrema.
O relatório, publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Iniciativa de Pobreza e Desenvolvimento Humano da Universidade de Oxford (OPHI), demonstra que aproximadamente 49,3% da população do país enfrenta privações significativas em termos de bem-estar e qualidade de vida.
O levantamento realizado em Angola entre 2020 e 2025 destaca que, embora o país tenha registado uma redução percentual da sua taxa de pobreza, o rápido crescimento da população superou esse progresso, levando a um aumento do número absoluto de pessoas em situação de privação.
De acordo com o Índice Global de Pobreza Multidimensional de 2026, 1,2 mil milhões de pessoas em todo o mundo vivem em situação de pobreza multidimensional, um aumento de 51,5 milhões em relação ao ano anterior. Este crescimento representa a primeira subida do índice global de pobreza multidimensional desde 2010.










