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EMBALÓ REJEITA CATEGORICAMENTE A NARRATIVA DE QUE A FORÇA TERIA SIDO CRIADO PARA REPRIMIR OS GUINEENSES

O ex-Presidente da Guiné-Bissau, General Umaro Sissoco Embaló, quebrou hoje o silêncio com uma declaração política onde garante acompanhar a situação nacional “com serenidade” e apela à preservação da paz.

Numa longa mensagem publicada este fim-de-semana intitulada “Paz no Seio da Sociedade Guineense”, Embaló afirma que, apesar de estar fora do país, acompanha “com serenidade e atenção” o desenrolar dos acontecimentos.

Na mensagem dirigida ao povo guineense, Embaló lança um apelo direto à reconciliação:

“Estamos condenados a viver juntos. Que saibamos escolher sempre o caminho da Paz, da Estabilidade e da Unidade Nacional.”

O antigo Chefe de Estado aproveita para responder às acusações sobre as Forças Especiais de Defesa e Segurança, criadas durante o seu mandato e agora no centro do debate político.

Embaló rejeita categoricamente a narrativa de que a força teria sido criada para reprimir guineenses, afirmando que a sua missão era exclusivamente “a proteção do Estado, da população e da ordem constitucional, numa perspetiva de prevenção e defesa do bem-estar coletivo”.

O ex-Presidente confirma que foi “afastado das funções de responsabilidade estatal”, mas diz ter optado por não reagir para não alimentar instabilidade.

“Saímos do país com a esperança de que as autoridades competentes pudessem esclarecer integralmente as verdadeiras causas da instabilidade política”, escreve, manifestando preocupação com tentativas de “atingir pessoas que nos são próximas” e de “apagar os legados” do seu mandato.

No recado mais forte, Embaló pede contenção total aos seus apoiantes:

“Caros simpatizantes, não façam nada que possa colocar em causa a paz. Deixemos as novas autoridades exercerem as suas responsabilidades com serenidade.”

Afirma que a sua estratégia passa agora por unir as bases, fortalecer a mobilização cívica e preparar-se para as próximas eleições dentro da lei.

A declaração termina com um apelo à proteção divina para a Guiné-Bissau, num momento em que o seu regresso ao país foi considerado sem condições de segurança pelo Alto Comando Militar.

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