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GUINÉ-BISSAU: ALTO COMANDO MILITAR NEGA REGRESSO DE UMARO SISSOCO EMBALÓ

O Alto Comando Militar que governa a Guiné-Bissau, na sequência do golpe de Estado do ano passado, anunciou esta quinta-feira (01.10) em comunicado, que não estão reunidas as condições de segurança “necessárias” para o regresso ao país do antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

As autoridades de transição advertem que qualquer ato de desacato ou incumprimento do comunicado “será da inteira e exclusiva responsabilidade do respectivo autor”.

Eis o comunicado, tornado público esta noite pela Presidência da República.

COMUNICADO À IMPRENSA Nº 07/ACM/2026

O Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública, reunido em sessão no dia 1 de Outubro de 2026, para apreciar a atual situação política, social e de segurança no país, torna público o seguinte:

1. Após análise da conjuntura nacional e do quadro securitário vigente, considera-se que não estão, por enquanto, reunidas as condições de segurança necessárias para garantir o regresso ao território nacional do antigo Presidente da República, Senhor Umaro Sissoco Embaló.

2. A presente decisão fundamenta-se exclusivamente em razões de segurança nacional, preservação da ordem pública e prevenção de situações suscetíveis de comprometer a estabilidade e a tranquilidade social.

3. Reitera-se que permanecem em vigor as disposições e medidas de segurança estabelecidas no quadro da Transição Política, nomeadamente as restrições relativas à realização de manifestações, concentrações e aglomerações para fins ou actividades de natureza política, até ulterior determinação da autoridade competente.

4. Fica expressamente advertido que qualquer ato de desacato ou incumprimento do presente Comunicado será da inteira e exclusiva responsabilidade do respectivo autor, sem prejuízo das consequências previstas nas normas em vigor.

5. Apela-se ao sentido de responsabilidade cívica do Povo Guineense, à colaboração da Comunidade Internacional, do Corpo Diplomático acreditado no país, da Sociedade Civil, das Confissões Religiosas e das Autoridades Tradicionais, para que contribuam para a preservação da paz, da estabilidade, da ordem pública e da segurança nacional.

Exorta-se, por conseguinte, todos os cidadãos e entidades a absterem-se de actos suscetíveis de provocar perturbação da ordem pública, confrontação ou instabilidade, devendo prevalecer a serenidade, a disciplina e o respeito pelas determinações das autoridades competentes.

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